quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Barro no fogo



louça decorada
meio falsa, engraçada
porcelana pintada,
não me acrescenta nada

trem que passa,
no meio da cidade,
entrega o que não precisa,
para quem não espera

quero o barro no fogo,
terra fundida com a vida,
criação, idéias fervilhando,
caos borbulhando

no branco da folha,
no poder da luz,
no brilhar da força,
na coragem de viver

tempo de colheita
inércia não me deita
caminho leva e
a vida revela

2 comentários:

Lai Paiva disse...

Bela construção poética Zé, como sempre. Bj, querido!

Angelo Augusto Paula do Nascimento disse...

Adoro poemas que se usam de objetos para materializar o que não pode ser matéria! Viva os sentimentos! lindo poema!